Moçambique investe 40 M$ em centro tecnológico para indústria de petróleo e gás
O Governo moçambicano lançou, esta segunda-feira (11), em Maputo, a primeira pedra para a construção do Centro Tecnológico de Moçambique (CTM), uma infra-estrutura orçada em cerca de 40 milhões de dólares destinada à formação de quadros nacionais para a indústria de petróleo e gás.
O projecto resulta de uma parceria entre o Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, e os parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, liderados pela ExxonMobil.
Na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, afirmou que o investimento permitirá reforçar a formação técnica em território nacional e reduzir os custos associados à capacitação de quadros no estrangeiro.
“Este projecto representa a decisão soberana de Moçambique de investir no seu talento nacional e reforçar o conteúdo local”, disse o governante, citado pela AIM.
Segundo Pale, o CTM terá capacidade para formar até 250 técnicos por ano em áreas como operações de processo, electricidade, instrumentação e manutenção mecânica, consideradas essenciais para os grandes projectos energéticos.
O governante sublinhou que a nova infra-estrutura deverá contribuir para a substituição progressiva de mão-de-obra estrangeira por quadros moçambicanos, promovendo maior retenção de conhecimento e competências no País.
“Cada técnico formado representa um passo para a substituição progressiva de mão-de-obra estrangeira por quadros nacionais”, acrescentou.
Pale destacou ainda que o investimento de cerca de 40 milhões de dólares terá impacto directo na redução das despesas com formação externa, permitindo que esses recursos sejam canalizados para o desenvolvimento interno.
Por seu turno, o director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, afirmou que o projecto simboliza o compromisso de longo prazo dos parceiros da Área 4 com a capacitação de recursos humanos nacionais.
Segundo Gibbs, a iniciativa permitirá a formação anual de até 250 estudantes com certificação internacional alinhada às exigências da indústria de gás natural liquefeito (GNL).
O memorando de entendimento para a implementação do projecto foi assinado em 2025, em Houston, durante a visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, aos Estados Unidos da América.
(Foto DR)
