Autogás projecta expansão de postos para abastecimento de autocarros movidos a gás natural

Autogás projecta expansão de postos para abastecimento de autocarros movidos a gás natural

A empresa Autogás Moçambique está preparada para responder ao aumento da frota de autocarros movidos a gás natural veicular (GNV), garantindo capacidade de abastecimento e prosseguimento da expansão da rede de postos no País.

O posicionamento foi expresso esta segunda-feira (11), na província de Maputo, pelo director-executivo da Autogás Moçambique, João das Neves, durante a cerimónia de entrega de 190 autocarros movidos a GNV destinados aos municípios da Zona Sul do país que também engloba autarquias das províncias de Gaza e Inhambane.

Trata-se de uma iniciativa do Governo que visa reforçar o transporte público e acelerar a transição energética no sector da mobilidade urbana.

“Estamos sempre preparados para abastecer a totalidade destes autocarros. O desafio está na componente humana, que exige muita comunicação e harmonização, por forma a garantirmos que todas as necessidades sejam satisfeitas de forma harmoniosa”, declarou.

O responsável sublinhou que a empresa dispõe actualmente de oito postos de abastecimento de GNV, estando prevista a abertura de mais dois postos até ao fim do corrente ano.

“Neste momento, a Autogás tem oito postos de abastecimento e estamos com o plano de avançar com mais dois postos já no fim deste ano, que eventualmente estarão a funcionar no início ou em meados do próximo ano”, explicou.

Entre os postos já operacionais figuram infra-estruturas localizadas no terminal de autocarros da cidade de Maputo, Matola, Mozal, N4, Avenida das Indústrias, Jardim Zoológico e Marracuene, encontrando-se em fase de conclusão um novo posto na Estrada Nacional número 1 (N1), em Marracuene.

Segundo João das Neves, o projecto visa uma expansão gradual da rede de gás na Zona Sul, com extensão progressiva para Gaza, embora a cobertura nacional esteja prevista apenas numa fase posterior. “O projecto Autogás tem ambição de cobertura geográfica nacional. Contudo, nos próximos cinco anos, só será possível trabalhar na zona Sul do País”, referiu.

Citado pela AIM, o director-executivo acrescentou que o GNV representa uma alternativa estratégica face à crise de combustíveis e à necessidade de diversificação energética. “Isto representa o sinal que o Estado está a dar sobre a importância de usarmos aquilo que é nosso, uma fonte de energia sustentável e solução para a crise de combustíveis em Moçambique”, afirmou.

Na ocasião, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, disse que o reforço da frota representa um passo na modernização do sistema de mobilidade urbana e na melhoria das condições de transporte para os cidadãos.

“Nos 15 meses de governação, sabemos que o que fizemos ainda é pouco diante dos enormes desafios da mobilidade urbana do nosso País”, afirmou, sublinhando que as acções do Governo são guiadas pela centralidade do cidadão.

O ministro destacou o Serviço de Transporte Escolar na Área Metropolitana de Maputo como iniciativa estruturante. “É uma iniciativa pioneira que visa apoiar os nossos alunos, melhorar o rendimento académico e reforçar o compromisso do Governo com a juventude”, afirmou.

Matlombe reafirmou o compromisso com a massificação do GNV e expansão de infra-estruturas. “Estamos empenhados no aumento de postos de abastecimento, na construção de centros de conversão na Zona Sul e na introdução do gás como nova matriz energética”, ressaltou.

 

(Foto DR)

adminmozflash

adminmozflash

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *