Populares denunciam existência de quatro maternidades que funcionam sem água potável

Populares denunciam existência de quatro maternidades que funcionam sem água potável

Quatro maternidades localizadas nas comunidades de Licole, Nsaúca, Mbagarila e Mapudje, no distrito de Sanga, no Niassa, estão a funcionar sem água potável, o que compromete as condições de higiene durante o atendimento às parturientes e aos recém-nascidos.

A preocupação foi manifestada pela população local durante a reunião de coordenação entre o Governo, a Sociedade Civil e as comunidades, realizada no âmbito do Diálogo de Engajamento Distrital, promovido pelo Centro de Aprendizagem da Sociedade Civil (CESC), no quadro do projecto “Transparência e Responsabilidade”.

Segundo os intervenientes, a falta de água nas unidades sanitárias obriga as famílias a recorrerem a soluções improvisadas, transportando recipientes de água de casa para garantir a higienização antes, durante e após os partos, o que constitui um risco acrescido para a saúde materno-infantil.

O técnico de saúde e representante da plataforma da Sociedade Civil, Atanásio José, explicou que a situação é crítica e exige uma intervenção urgente por parte das autoridades competentes. “As comunidades são obrigadas a levar água para as maternidades, o que dificulta o trabalho do pessoal de saúde e coloca em risco a vida das mães e dos recém-nascidos”, afirmou Atanásio José, citado pelo jornal Domingo.

Para além da falta de água, os participantes no encontro apontaram outros problemas que afectam o bem-estar das comunidades, com destaque para as deficientes condições de saneamento do meio, a escassez de carteiras nas escolas, a falta de quadros e a inexistência de iluminação pública.

O oficial provincial do projecto “Transparência e Responsabilidade” no CESC, Virgílio Maruassa, esclareceu que o encontro tripartido entre o Governo, a população e a sociedade civil tem como objectivo identificar, analisar e encontrar soluções conjuntas para os principais desafios que afectam as comunidades.

Entretanto, a administradora do distrito de Sanga, Catija Afonso, reconheceu o problema, acrescentado que há trabalhos em curso no sentido de garantir o abastecimento de água nas maternidades e melhorar os serviços básicos, considerados essenciais para o desenvolvimento social e a dignidade das comunidades.

 

(Foto DR)

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